domingo, novembro 08, 2009

Histórias da capital sertaneja


Já em idade provecta resolvi fazer curso de Letras.
Nos anos em que estudei, fiz um amigo ou outro, tinha meu grupo de trabalho com três coleguinhas especiais e usava os intervalos para tirar uma pestana.
A média dos estudantes do curso deveria estar por volta de 25 anos. Curso noturno, muita gente gramava para pagar as mensalidades.
Lembrei-me desse bom tempo a propósito do episódio da jovem de minivestido agredida com impropérios pelos colegas acadêmicos. Bom, a história rolou na capital sertaneja, o que, de certa forma, explica o bafafá.
Em minha turma, uma aluna padrão mulher filé destroncava pescoços de incautos ao passar. Sua voz era convite à libidinagem. Suas roupas mostravam bunda, peitos e o que mais couber em uma mente libidinosa. Não percebi da parte do corpo discente da universidade suburbana hostilidade alguma em relação à menina.
Uma outra, lindinha, lindinha, sempre envergava sainha curtinha e camiseta sobre a pele. Os faroletes estavam sempre acesos. Juventude, sacumé.
Quando os mestres mandavam formar rodinha para grupos de discussão, a formosurinha sempre estava sentada à minha frente. A bonitinha era agitada, balançava as pernocas sem parar. Os olhos do velho roqueiro eram atraídos para as coxas balouçantes. Não, ele jamais pensou em sapecar um safanão na safadinha.
A moça do minivestido foi expulsa da faculdade. Se este velho roqueiro entendeu os motivos, por usar vestido curto e provocar nos caipiras seus mais baixos instintos.
Que coisa!!!

Um comentário:

Marcelo disse...

Ah, São Paulo, terra da garoa... terra de baitolas. rsrsrs