quarta-feira, maio 25, 2011

LETRA & MÚSICA

Não sou leitor voraz. Desses que se sentem obrigados a ler meia-dúzia de livros por semana. Leituras igualmente importantes para mim são jornais, revistas, redes sociais, sítios de fofoca, resumos de novela. Sou eclético.
Sempre estou lendo um livro, mas sem pressa.
Entre ler e ouvir música, prefiro a música. Há quem faça as duas coisas, simultaneamente. Se o livro ou o disco não vale nada, consigo.
Meus pais eram grandes leitores. Não se preocupavam em ler alta literatura. Nem eu.
Dois grandes presentes que ganhei de meu pai, por volta dos 10 anos de idade, foram as coleções de Alexandre Dumas e Monteiro Lobato. Por causa de Dumas, tinha uma raiva mortal do povo francês.
Li livros considerados péssimos pela crítica que considerei bastante satisfatórios. Também deixei pelo meio volumes incensados pelos especialistas. Sem dor na consciência, abandono livros sem terminar de ler. Não sou masoquista.
Não me sinto obrigado a ler livros que compro imediatamente após adquiri-los. Já comprei livros que li anos depois de pegarem muita poeira nas estantes de minha casa. Não acredito que até o final de minha existência lerei tudo o que tenho.
Não me imagino sem música e literatura. Nada é mais importante para mim. Encaro quase todos os gêneros: humor, ficção científica, terror, policial, romântico etc. Leio poucos ensaios. Jamais perco meu tempo com autoajuda e religiosos.
Tenho autores prediletos, de acordo com a fase da vida e meu humor. Se tivesse de citar um só autor, escolheria Miguel Torga. O Torga prosador. Poesia não é a minha praia.
A revista Veja informou em reportagem que nunca se leu tanto quanto hoje.
Deixei de acreditar em imprensa e Papai Noel há muito tempo.

Um comentário:

Renato Curty disse...

Gostei de duas declarações, por me identificar totalmente:
1) Não acredito que até o final de minha existência lerei tudo o que tenho.
2)Deixei de acreditar em imprensa e Papai Noel há muito tempo.

Obrigado pelo seu blog de alto nível.