segunda-feira, novembro 26, 2007

Juliana Lohmann - Coisa bonita de se ver

Desde que vi Juliana Lohmann em uma novela achei que ela iria longe na TV.
Na época, representava uma vampirinha adolescente (ou coisa parecida) em uma novela da Globo.
Ontem a vi em Mandrake, na HBO, e tive a impressão de não ter me enganado.
É bonita, não deixa a gente constrangido quando representa e tem muito para crescer.
Ela pode ser vista, também, no Paparazzo, o sítio erótico light do Império.

Joel Santana é seleção

Não gosto de futebol. Adoro o Flamengo.
Cago pra Dunga e seus anões.
Quebro o pau por causa de Obina, o bonde, e seus companheiros.
Estou felicíssimo com a ida do Mengão pra Libertadores.
Joel Santana é seleção.

Saco

Escrever é um saco.
Ler, não. Ler é puro prazer.
Claro, quando se lê o que quer, na hora em que se está disposto.
Escrever é um saco porque tem muita gente escrevendo bem.
Bom, talvez não seja tanta gente assim, mas dá pra ocupar uma existência lendo coisa boa.
Aí, penso no que escreveu um amigo: por que perder tempo escrevendo se podemos ganhá-lo lendo?
Se me pagassem para escrever, valeria a pena.
O trocado que ganhasse mandaria para a Velvet e de lá me enviariam cds e seria justificado o tempo despendido para batucar umas linhas.
Escrever é um saco, mas quando escrevo sempre me acho melhor do que sou.

terça-feira, setembro 11, 2007

Gordinha o cacete!

O homem de hoje, diante de Jane Fonda, em Barbarella, horrorizado diria: "Que monstra, que mulher enooooorme!"
Tudo bem, homem (?) de hoje, eu vivo no passado.
Cercado por Ava Gardner, Claudia Cardinale, Sophia Loren, Doris Day, Marilyn Monroe, Jane Fonda e, sim, uma fraqueza, a magricela Audrey Hepburn.

Grandes


Dois discos que não têm saído de meu cedepleier:
"Era vulgaris", do Queens of the Stone Age, e "Our love to admire", do Interpol.
À sua maneira, grandes, os dois.
Volto a falar sobre eles. Ou não.

Personal friend

Li na Folha de S.Paulo que tem gente pagando 50 pratas a hora por um personal friend.
O amigo pessoal bate papo com o cliente, vai ao shopping com o amiguinho e empresta o ouvido para o carente.
Eu, para ser personal friend de alguém cobraria muito mais. Tenho grande dificuldade de me aproximar de meus semelhantes, mas poria grande empenho em vencer essa limitação se fosse bem pago. Não gosto de humanos, mas adoro dinheiro.

O espectro

Assombrações, fantasmas, nunca acreditei nessas coisas, mas...
Há vinte e poucos anos fui com um amigo passar um fim de semana em uma cidade praiana. Jonas, todos os anos, passava as férias no que ele chamava de paraíso na terra. A cidade não me impressionou, as primas dele, sim. Entendi por que ali era o paraíso.
Sou cheio de defeitos, com uma qualidade: determinação. Aurora, a prima mais velha de Jonas, me encantou. Infelizmente, não tive oportunidade de conversar com ela. Por isso, uma semana depois voltei à cidade e disse a ela, sem rodeios, o que sentia. Começamos a namorar. Em três meses estávamos casados. Jonas foi o padrinho.
No período em que namorei Aurora, por três vezes Jonas me acompanhou nos fins de semana. Passava o dia na casa, conosco, à noite ia para um hotel. Eu dormia na casa e estranhava Jonas não fazer o mesmo. Aurora me explicou a razão: “Jonas nunca se acostumou com os fantasmas”.
“Você nunca viu nada, lá?”, me perguntou Jonas. Não, nunca. E continuei não vendo. Talvez por causa de Aurora.
Vivemos juntos seis anos intensos. Ela e as irmãs esbarravam nos espectros em todos os cômodos. Era só anoitecer. Estavam habituadas. “Eles não incomodam, só ficam nos olhando”.
Casamos, com dinheiro poupado, comprei uma lojinha e fui morar na casa assombrada. Os fantasmas, aparentemente, não viram em mim nada que valesse a pena olhar. Não me olhavam, eu não os via.
Uma madrugada, acordei para ir ao banheiro. Sentei-me na cama e à minha frente uma mulher me observava. Nossos olhares se cruzaram. Encarei-a sem medo, um pouquinho curioso. Ficamos ali, um de frente pro outro. Seu rosto, impassível, não transmitia nenhum sentimento. Pensei em acordar Aurora, mas para quê? Tornei a olhar a mulher, levantei-me, atravessei-a e fui mijar.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Mermão

- Mermão, cê simporta seu ti passar pra outra Kombi?
- Claro, vou descer depois do viaduto.
- Eu ia voltar daqui. Tô tomando preju nessa viagem. Só peguei você.
- Ô cara, o viaduto é aí na frente.
- Mermão, tava te dando uma idéia. Agora, desce aí. Nem precisa pagar.
- Nunca mais entro numa porra dessa.
- Entra sim. Num tem dinheiro pra pegar táxi, num tem ônibus na rua, num tem disposição pra andar a pé. Tem de pegar a gente mesmo.

Coisa bonita de se ver - Jessica Alba

Jessica Alba me chamou a atenção em um seriado de James Cameron, Dark Angel.
Jessica é linda e não compromete como atriz.
No Quarteto Fantástico, loura insípida, não está em seu apogeu.
Deslumbrante, podemos vê-la em Sin City.

Guerreiro

Nunca fui chegado a embates corporais. Dar e levar porrada nunca foi a minha.
Garotos, no entanto, brigam. Por afirmação, estupidez e um porrilhão de outros motivos.
Até o começo da adolescência, briguei duas vezes. Brigas arranjadas pelos bons amigos que me cercavam. Os dois oponentes que enfrentei, em comum comigo tinham a covardia. Um era um provocador covarde. O outro era só covarde.
Com o primeiro desentendi-me no recreio. Estava no ginásio. Discutimos e logo ouvi a frase temida: “Me espere lá fora, depois da aula”. Engoli em seco. Os amigos vibraram. Passei o recreio apavorado. Já estava subindo pra sala de aula, quando aquele que iria me encher de porradas se aproximou e, clemente, disse: “Dessa vez passa, mas na próxima...”
Eu aceitaria, jubiloso, os termos do cagão, mas os amigos interferiram: “Sem essa, depois da aula vocês vão resolver a parada, né, gordo?”. É, né.
A luta foi breve. Um começo de estudos: um ia pra lá, o outro vinha pra cá. Mantínhamos uma boa distância entre nós. Generoso, alertei meu desafeto sobre o perigo de ele ser atropelado. “Cuidado, você está no meio da rua.” Ó hipocrisia, queria era que um ônibus o esmagasse.
O poltrão, aproveitando-se de minha distração, investiu contra mim. Já ia me cagar quando o bundão tropeçou e caiu de costas no chão. Entendi que já tinha esgotado minha cota de generosidade e lancei-me, junto com meus 90kg, sobre as costas do parvo. Se quisesse poderia tê-lo sodomizado, mas nunca fui chegado a rosquinha masculina. Bati até os amigos nos separarem e me carregarem em triunfo.
A minha segunda pugna também foi acertada pelos amigos. O adversário era tão medroso quanto eu. Depois da aula, enquanto a turba, ávida de sangue, esperava por nós, escondemo-nos em uma sala e esperamos. Quando todos foram embora, saímos, atravessamos a rua e chupamos um chicabom na carrocinha que ficava em frente ao colégio.
Daquele dia até hoje, nunca mais ninguém me fez brigar.

sexta-feira, julho 27, 2007

PAN

É antipático, mas estou cagando pra quantas medalhas o Brasil vai ganhar no final do Pan.
O evento é interessante e dá pra perceber que se a imprensa não fosse tão preguiçosa boas histórias poderiam ser contadas, e não só de brasileiros.
Até domingo verei uma competição ou outra.
Não, vôlei masculino nem pensar.

terça-feira, julho 24, 2007

Inferno

- Tenho de comprar um analgésico pra minha mulher. Não sei qual, ela está grávida.
- É perigoso, mesmo. A minha, quando ficou esperando o Júnior, acho que só tomava Tylenol.
- Redoxon, será que faz mal?
- Vou ligar pra casa e perguntar a Solange.
******************
- Solange, na sua gravidez você podia tomar Redoxon?
- ...
- Hein!?!! Não, é a mulher do Fábio que tá grávida, e gripada...
- ...
- Você não conhece o Fábio. É um freguês aqui da banca.
- ...
- Mentira!?! Que mentira, Solange!
- ...
- Não engravidei ninguém...
- ...
- Mulher na rua, o cacete! Vou desligar.
- ...
- Você é louca.
******************
- Cara, me desculpe, minha mulher é muito ciumenta.
- Acabei te arranjando problema.
- O problema quem arrumou fui eu, quando me casei com ela. Mas não sei viver fora desse inferno.

Meninas

Comprei, de uma tacada, os cds da Bjork, Regina Spektor, Feist, Macy Gray e Dolores O’Riordan. Ouvi Volta, de Bjork, e desisti de voltar a ouvi-lo, pelo menos por enquanto. Não compro mais disco de minha ex-deusa. No cedepleier só os antigos da esquimó. O anterior dela, Medusa, já tinha achado uma merda incompreensível. Volta comprei por causa de algumas resenhas que li dizendo estar Bjork mais pop. Pode ser, mas o nível ainda está elevado para mim. Feist achei legal. A comparação com Cat Power não procede. Gostei do cd. Estou ouvindo com atenção. Macy Gray e Dolores O’Riordan, encostarei. O começo de Dolores é enganador. Parece que vai. Não vai. No futuro, volto a elas. Regina Spektor, ufa!, é uma redenção. Cedezinho bacana. Músicas que temos vontade de ouvir de novo e voz gostosa que faz com que pensemos que o mundo não é tão ruim assim.

Desafogo

Levantei-me no escuro.
Caminhei, às apalpadelas, até o banheiro.
Olhos abertos, não via o vaso sanitário.
Abaixei-me e com as mãos senti a tábua.
Levantei-a.
Não conseguia vê-la.
Mijei. Mijei tudo o que tinha pra mijar.
Acordei, puto, num lago de água quente.

segunda-feira, julho 16, 2007

Correios, essa merda

Encomendei em loja de São Paulo, como faço quinzenalmente há alguns anos, alguns CDs.
O envio foi feito por SEDEX, o preço cobrado o do SEDEX, mas a encomenda não chegou a minha casa sob a alegação de que a região onde moro é área de risco.
Gostaria de saber da empresa que monopoliza os serviços de entrega no país, o que não é área de risco no Rio de Janeiro? Se os Correios consideram a cidade do Rio de Janeiro perigosa para que seus delicados funcionários possam exercer sua profissão, é melhor passar o serviço a quem tenha interesse e competência para exercê-lo.
Sairei amanhã de casa e embarcarei em um ônibus para pegar a encomenda numa segura agência dos Correios. Lá serei atendido por trêmulos funcionários, assustadíssimos por que tiveram de sair dos condomínios onde moram, fortemente protegidos, para "trabalhar" nas agências espalhadas por essa terrível cidade. Talvez as agências dos Correios tenham heliponto e os funcionários cheguem para "trabalhar" pelos ares.
Não conheço ninguém que envie cartas (só cobradores). Agora, os Correios se recusam a entregar encomendas. Pergunto: para que servem os Correios. Sim, para dar empregos a parentes de políticos no poder.
Outra dúvida: se o pessoal não vai mais à rua por medo, por que não dispensar esse excedente e ficar só com os funcionários internos? Sobrarão mais computadores pra turma jogar paciência.
As agências deveriam trabalhar de portas fechadas e não permitirem a entrada de estranhos. Sei lá, o estranho pode estar mal-intencionado.
Os Correios são mais um exemplo da ineficiência do Estado. Tudo, TUDO que tem o Estado por trás funciona mal. E, muitas vezes, somos obrigados a usar alguns serviços que esses merdas monopolizam.
Que merda o Brasil ter vencido.

sexta-feira, julho 06, 2007

Pequena flor

- O senhor se importa de eu me sentar a seu lado?
- De jeito nenhum.
- É que o cinema está vazio... O senhor pode pensar que sou um homossexual querendo abordá-lo.
- Se você me abordasse, diria, de forma gentil, que sou hétero e lamentava não poder corresponder a seu gesto de carinho. Ressaltaria que tinha ficado lisonjeado com sua escolha, mas que por ter sofrido educação muito rígida não conseguiria me relacionar sexualmente com um outro homem. Diria, também, que até terapia faço para, quem sabe, expandir meus horizontes.
- Mas, meu senhor, também sou heterossexual. Só pedi para sentar ao seu lado por causa da localização.
- Um dia, eu e você nos livraremos desses grilhões.
- Senhor, acho que vou me sentar em outro lugar.
- O que disse incomodou-o, certo? Temos tanta certeza de tudo. Uma pequena incerteza nos desestabiliza.
- Sou heterossexual, casado. Amo minha mulher.
- Mas quis sentar-se ao meu lado. Sentiu-se inseguro. Buscou em mim, refúgio. Quando as luzes se apagassem, talvez você vencesse a hesitação e...
- Por favor, vou sair daqui.
- Vá, mas não fugirá para sempre. Pequena flor, seu destino está traçado.

Que sorte, Bush não nasceu em Inhaúma


Vi, há algumas semanas, Dixie Chicks: shut up and sing. A preguiça, que amo e odeio, me impediu de postar algo antes. O que vi foi um ótimo documentário de Bárbara Kopple.
Natalie Maines, voz principal das Dixie, no começo da guerra no Iraque, em concerto em Londres, disse se envergonhar de ter nascido no Texas de George Bush.
A turma da Bushland caiu de pau. Bush-filho, na ocasião, tinha grande apoio dos americanos. As moças, por isso, foram chamadas de antipatriotas, vadias, vendidas e outras coisinhas mais. Grupo country que vendia enormidade, as Dixie foram boicotadas nas rádios sertanejas de lá. O sertanejo é um forte, mas também costuma ser muito reacionário.
O documentário mostra as Dixie Chicks em plena crise. São acompanhadas na intimidade, em bastidores de shows, nos palcos.
A elaboração de Taking the long way, discaço que ganharia cinco Grammys, também é mostrada, mas, principalmente, Bárbara Kopple detém-se na perplexidade das Dixie. O grupo tinha um público fiel, vendia disco de montão e, de repente, uma declaração impulsiva levou-as a um turbilhão.
O tempo mostrou que Natalie Maines estava certa, mesmo que involuntariamente. Hoje, odiar George Bush é mania mundial. Ainda bem que ele não nasceu em Inhaúma.

terça-feira, junho 12, 2007

O bom samaritano

- Sr. Orestes?
- Sim.
- Doutor Penafiel, tudo bem?
- Doutor, o senhor que eu trouxe...
- Sr. Orestes, infelizmente, ele morreu.
- Mas ele chegou aqui, aparentemente, bem.
- A polícia está chegando. Vão fazer algumas perguntas ao senhor.
- Doutor, eu expliquei na recepção. Sou motorista de ônibus. Vi esse senhor caído em um ponto. Parei, perguntei se ele estava bem. Percebi que não estava e convenci-o a vir até aqui.
- O senhor tem alguma testemunha?
- Havia algumas pessoas no ponto. Quem estava no ônibus, uma meia dúzia de gatos pingados, desceu e não quis me acompanhar.
- Sr. Orestes, sua história está esquisita. O falecido não caiu dentro do ônibus?
- Não, eu peguei o velho na rua.
- Ninguém faz isso.
- Eu fiz.
- Bom, acho que o senhor vai pagar caro por isso. Olha, a polícia está chegando.