Comoveu-me a cena do pitbull morto a tiros.
Um homem caminha com um pitbull. Vê um bêbado caído e resolve ajudá-lo.
Pede a uma mulher que segure a guia do pitbull. A mulher vacila.
Ele a convence. O cachorro é manso.
O homem atende o ébrio. A mulher abaixa-se para brincar com o cão.
O cão faz o que fazem os cães quando confrontados: ataca.
Uma mordida na garganta e a mulher está morta.
O cão agiu dentro da lógica.
Ninguém ajuda bêbados caídos. Lugar de bêbado é na sarjeta, mesmo.
Ninguém segura a guia de um pitbull, voluntariamente.
Lamento a morte da mulher, mas piedade sinto pelo cão.
segunda-feira, novembro 06, 2006
domingo, outubro 15, 2006
Paguei dez pratas na Bizz.
O mesmo babaca palpitou sobre os novos cds do Audioslave e do Justin Timberlake.
Desceu a lenha no Chris Cornell e endeusou o Timberlake.
Segundo o palpiteiro, periga a merda produzida pelo boyzinho ser disco do ano.
Só se for na casa dele.
De qualquer forma, é louvável a solidariedade entre a turminha.
O mesmo babaca palpitou sobre os novos cds do Audioslave e do Justin Timberlake.
Desceu a lenha no Chris Cornell e endeusou o Timberlake.
Segundo o palpiteiro, periga a merda produzida pelo boyzinho ser disco do ano.
Só se for na casa dele.
De qualquer forma, é louvável a solidariedade entre a turminha.
sábado, setembro 23, 2006
Cornos
Cesinha era gente muito boa. Quando morreu, a vizinhança chorou.
Todos sabiam que sua mulher tinha um rolo com um engenheiro que morava no começo da rua.
O Cesinha sabia também. Se era do conhecimento de todos...
A mulher do engenheiro quis fazer um escândalo no velório do Cesinha. Disse que ia dar porrada na viúva.
Josefina arrastou-a pelo braço e sussurrou em seu ouvido: Amanhã você resolve a parada do jeito que quiser. Aqui exijo respeito ao Cesinha. A vida inteira que foi casado com essa vagabunda foi corno, mas era louco por ela. Depois que ele for enterrado, se quiser, arrumamos uma forma de reunir os três o mais brevemente possível.
A traída entendia Cesinha.
Só conseguiu dizer: Deixa pra lá, deixa pra lá.
Todos sabiam que sua mulher tinha um rolo com um engenheiro que morava no começo da rua.
O Cesinha sabia também. Se era do conhecimento de todos...
A mulher do engenheiro quis fazer um escândalo no velório do Cesinha. Disse que ia dar porrada na viúva.
Josefina arrastou-a pelo braço e sussurrou em seu ouvido: Amanhã você resolve a parada do jeito que quiser. Aqui exijo respeito ao Cesinha. A vida inteira que foi casado com essa vagabunda foi corno, mas era louco por ela. Depois que ele for enterrado, se quiser, arrumamos uma forma de reunir os três o mais brevemente possível.
A traída entendia Cesinha.
Só conseguiu dizer: Deixa pra lá, deixa pra lá.
sábado, setembro 16, 2006
Yeah Yeah Yeahs
Sua resposta vale um bilhão

Leitores profissionais, os críticos, precisam fundamentar seus comentários sobre determinado livro. Sou amador, compro meus livros, e aqui neste espaço não necessito ser coerente em meus pitacos.
Li um ótimo livro, Sua resposta vale um bilhão, do indiano Vikas Swarup (Companhia das Letras).
Um jovem fatura um bilhão em um programa de perguntas e respostas. Ignorante, a produção do programa não crê que ele pudesse saber as respostas das 12 perguntas que lhe foram feitas. Confrontado, o jovem diz, candidamente, que respondera àquelas perguntas por pura sorte.
Lá como aqui, a polícia já lhe dava umas porradas para descobrir como ele chegara às respostas.
Uma advogada o livra da polícia e o ouve contar sua vida e as 12 histórias que lhe deram as respostas para as perguntas do programa.
Vale o investimento em uma narrativa que mostra um pouco da cultura indiana e segue a cronologia das perguntas.
Amor
Tião estava apaixonado. A menina parecia corresponder, mas o pai marcava em cima. Como chegar na mina era o pensamento que virara obsessão na cabeça de Tião.
Leandro era fotógrafo. Fazia uns bicos pruma ong. Tinha livre trânsito na comunidade. O homem garantia. A ong dava uma força pros caídos da área.
Tião se chegou a Leandro. Leandro não se preocupou com o moleque carregando um fuzil maior que ele mesmo. Tava garantido pelo poder do movimento.
Aí, dá pra tirar umas fotos? Eu com as armas.
Tudo bem. Mas não vai sujar se cair em mãos erradas?
Você revela pra mim. Vou mostrar pro pai de uma mina que tô afim. O pai dela, quando sacar que eu tenho responsa, vai liberar.
Faz a pose. Tudo em nome do amor.
Leandro era fotógrafo. Fazia uns bicos pruma ong. Tinha livre trânsito na comunidade. O homem garantia. A ong dava uma força pros caídos da área.
Tião se chegou a Leandro. Leandro não se preocupou com o moleque carregando um fuzil maior que ele mesmo. Tava garantido pelo poder do movimento.
Aí, dá pra tirar umas fotos? Eu com as armas.
Tudo bem. Mas não vai sujar se cair em mãos erradas?
Você revela pra mim. Vou mostrar pro pai de uma mina que tô afim. O pai dela, quando sacar que eu tenho responsa, vai liberar.
Faz a pose. Tudo em nome do amor.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Masoque
Sou cavalo de Masoque.
Tem manhã que ele incorpora e eu, em vez de ir para o trabalho de metrô, embarco no ônibus. Troco 15 minutos de suruba por mais de uma hora de agonia.
60 minutos com gente feia, fedorenta.
O ônibus se arrasta e Masoque comigo.
No superengarrafamento da Brasil, Masoque sobe. Me deixa sozinho. Gosta de sofrer, mas gosta mais de uma sacanagem.
Rio, purgatório da beleza e do caos, quase geme Fernandinha.
Pra mim restou o caos.
Masoque é um puto.
Tem manhã que ele incorpora e eu, em vez de ir para o trabalho de metrô, embarco no ônibus. Troco 15 minutos de suruba por mais de uma hora de agonia.
60 minutos com gente feia, fedorenta.
O ônibus se arrasta e Masoque comigo.
No superengarrafamento da Brasil, Masoque sobe. Me deixa sozinho. Gosta de sofrer, mas gosta mais de uma sacanagem.
Rio, purgatório da beleza e do caos, quase geme Fernandinha.
Pra mim restou o caos.
Masoque é um puto.
quarta-feira, agosto 02, 2006
Futebol
Passada a Copa do Mundo, que foi uma porcaria, quem gosta de futebol tem de conformar com o Campeonato Brasileiro.
Meu Flamengo está onde sempre esteve: brigando pra não ser rebaixado.
Sábado, Sávio estréia.
Pode ser que seja um flamenguista otimista, mas acredito neste time que o Flamengo formou.
Não é tão horroroso quanto os últimos que vi jogar.
Passes de três metros os caras conseguem acertar.
Campeão não vai ser, mas acho que dá pra ficar entre os cinco primeiros.
Será um progresso do cacete.
Meu Flamengo está onde sempre esteve: brigando pra não ser rebaixado.
Sábado, Sávio estréia.
Pode ser que seja um flamenguista otimista, mas acredito neste time que o Flamengo formou.
Não é tão horroroso quanto os últimos que vi jogar.
Passes de três metros os caras conseguem acertar.
Campeão não vai ser, mas acho que dá pra ficar entre os cinco primeiros.
Será um progresso do cacete.
Sobreviventes
Morto Chico Science, imaginei que a Nação Zumbi não fosse longe.
Não acompanhei regularmente a carreira dos caras.
Comprei um cd, gostei bastante, mas estava longe de Da lama ao caos e Afrociberdelia com Chico.
Esqueci do Nação e fui ouvir outros sons.
Resolvi, não sei por que, comprar Futura.
Discaço.
O impossível, pelo menos pra mim, aconteceu.
Sobreviveram a Chico Science.
Não acompanhei regularmente a carreira dos caras.
Comprei um cd, gostei bastante, mas estava longe de Da lama ao caos e Afrociberdelia com Chico.
Esqueci do Nação e fui ouvir outros sons.
Resolvi, não sei por que, comprar Futura.
Discaço.
O impossível, pelo menos pra mim, aconteceu.
Sobreviveram a Chico Science.
quarta-feira, julho 12, 2006
Críticos
Dizem os luminares da crítica musical:
Coldplay soa como U2, não passa de um sub-Radiohead.
Snow Patrol quer ser Coldplay.
Keane é Coldplay sem guitarras.
Elefant é mistura de David Bowie com Cure.
Interpol emula Joy Division.
Críticos de música, de cinema, de futebol.
Ganham pra falar merda.
Coldplay soa como U2, não passa de um sub-Radiohead.
Snow Patrol quer ser Coldplay.
Keane é Coldplay sem guitarras.
Elefant é mistura de David Bowie com Cure.
Interpol emula Joy Division.
Críticos de música, de cinema, de futebol.
Ganham pra falar merda.
sábado, junho 17, 2006
Lamento
Não há muita gente pra se lamentar quando morre.
Lamento, no entanto, a morte de Bussunda.
Gostava dele sem conhecê-lo.
Talvez se o conhecesse, não lamentasse.
Lamento, no entanto, a morte de Bussunda.
Gostava dele sem conhecê-lo.
Talvez se o conhecesse, não lamentasse.
O time
A República Checa chegou cheia de pose.
Gana a massacrou.
Foi roubada pelo conhecido ladrão brasuca, Carlos Simon.
Contra os checos sapecou a maior goleada da Copa: 18 a 0.
Argentinos o cacete, o time é Gana.
Gana a massacrou.
Foi roubada pelo conhecido ladrão brasuca, Carlos Simon.
Contra os checos sapecou a maior goleada da Copa: 18 a 0.
Argentinos o cacete, o time é Gana.
sexta-feira, junho 16, 2006
Melhor profissão do mundo
Acho que já disse isso aqui. Se o fiz, repetirei. Pudesse eu voltar no tempo, seria comentarista esportivo. Creio que é a única profissão em que se recebe salário para falar merda.
O comentarista esportivo precisa apenas de sua opinião, que não precisa ser inteligente nem inovadora. Particularmente, consigo ler um comentarista: Tostão. O resto é lixo.
Pior (muito pior) que o comentarista que escreve é o que participa de resenhas televisivas. São figuras grotescas. Profetas do já acontecido.
Gosto de futebol. Em época de Copa, assisto uma ou outra partida. Se não fosse tão viciado em barulho, ouviria as transmissões sem som. Fico chocado com o exército de jornalistas que é enviado para cobrir a Copa.
Mas a Copa está começando. Gostaria de ver o Robinho jogando desde o começo. Ronaldo deveria estar treinando à parte para voltar nas oitavas.É só minha opinião. Pena que não tenha um trouxa pagando para eu dizer essas coisas.
O comentarista esportivo precisa apenas de sua opinião, que não precisa ser inteligente nem inovadora. Particularmente, consigo ler um comentarista: Tostão. O resto é lixo.
Pior (muito pior) que o comentarista que escreve é o que participa de resenhas televisivas. São figuras grotescas. Profetas do já acontecido.
Gosto de futebol. Em época de Copa, assisto uma ou outra partida. Se não fosse tão viciado em barulho, ouviria as transmissões sem som. Fico chocado com o exército de jornalistas que é enviado para cobrir a Copa.
Mas a Copa está começando. Gostaria de ver o Robinho jogando desde o começo. Ronaldo deveria estar treinando à parte para voltar nas oitavas.É só minha opinião. Pena que não tenha um trouxa pagando para eu dizer essas coisas.
quarta-feira, abril 26, 2006
O subalterno
O chefe estava feliz.
– Saímos do vermelho este mês. Vai dar pra repassar alguma coisa pros funcionários.
O subalterno protesta:
– Mas, doutor, estamos saindo do sufoco agora. Não seria melhor consolidarmos esta situação antes de falarmos em aumento.
O chefe, rindo.
– Quem falou em aumento? Pensei em um bônus. Esses meses todos o pessoal tem se sacrificado. Atrasamos o salário algumas vezes. Cortamos plano de saúde. Não damos mais vale para refeição. A turma, mesmo assim, não deixou a peteca cair.
O subalterno insiste:
– Doutor, seu coração é muito grande. A turma deveria agradecer por ter um emprego. Se o senhor der bônus este mês, no próximo vão querer de novo.
O chefe, apreensivo.
– Talvez você tenha razão, Figueira. Creio que ia me precipitar.
O subalterno sugere:
– Acho melhor nem pagarmos amanhã. Vamos deixar pra semana que vem. Eu reúno o pessoal e digo pra ficarem tranqüilos porque estamos correndo atrás do salário do mês.
O chefe, pensativo.
– Tá certo, Figueira. Faça isso. Comunique os funcionários.
O subalterno exulta:
– Vou fazer um comunicado escrito, doutor. É mais profissional.
O chefe, cansado.
– Figueira, todo patrão precisa de um auxiliar como você. Insensível, perverso, cínico, bajulador, um verme.
O subalterno babeja:
– Muito obrigado, doutor, faço o meu melhor.
– Saímos do vermelho este mês. Vai dar pra repassar alguma coisa pros funcionários.
O subalterno protesta:
– Mas, doutor, estamos saindo do sufoco agora. Não seria melhor consolidarmos esta situação antes de falarmos em aumento.
O chefe, rindo.
– Quem falou em aumento? Pensei em um bônus. Esses meses todos o pessoal tem se sacrificado. Atrasamos o salário algumas vezes. Cortamos plano de saúde. Não damos mais vale para refeição. A turma, mesmo assim, não deixou a peteca cair.
O subalterno insiste:
– Doutor, seu coração é muito grande. A turma deveria agradecer por ter um emprego. Se o senhor der bônus este mês, no próximo vão querer de novo.
O chefe, apreensivo.
– Talvez você tenha razão, Figueira. Creio que ia me precipitar.
O subalterno sugere:
– Acho melhor nem pagarmos amanhã. Vamos deixar pra semana que vem. Eu reúno o pessoal e digo pra ficarem tranqüilos porque estamos correndo atrás do salário do mês.
O chefe, pensativo.
– Tá certo, Figueira. Faça isso. Comunique os funcionários.
O subalterno exulta:
– Vou fazer um comunicado escrito, doutor. É mais profissional.
O chefe, cansado.
– Figueira, todo patrão precisa de um auxiliar como você. Insensível, perverso, cínico, bajulador, um verme.
O subalterno babeja:
– Muito obrigado, doutor, faço o meu melhor.
Chega de política
Eventualmente, fiz comentários políticos nesse espaço. Isso acabou.
Não tenho mais colhões para ler/ver/ouvir política.
Meu tempo precioso não gastarei nem considerando alguém para votar como síndico de meu condomínio.
Quer saber de política? Suma daqui.
Não tenho mais colhões para ler/ver/ouvir política.
Meu tempo precioso não gastarei nem considerando alguém para votar como síndico de meu condomínio.
Quer saber de política? Suma daqui.
O tempo
Pat estava jurada de morte.
Namorou um soldado.
Ele subiu na carreira, virou gerente e quis ser dono de Pat.
Pat gostava do cara, mas propriedade dele não seria.
Terminou, saiu da comunidade, da cidade. O amor do general era doido.
Levou a mãe com ela, porque mais nada tinha pra levar.
Dez anos é muito tempo.
Voltou ao Rio. Um absurdo não poder vir à cidade.
Passou uma semana em casa de primos.
Ligou para amigas. Falou das saudades.
Perguntou do antigo namorado.
Ninguém sabia.
Há anos foi escorraçado da favela. Deve estar morto.
Não estava.
Três tiros e Pat morreu.
Antes de morrer, talvez tenha pensado: “Dez anos não é tanto tempo assim”.
Namorou um soldado.
Ele subiu na carreira, virou gerente e quis ser dono de Pat.
Pat gostava do cara, mas propriedade dele não seria.
Terminou, saiu da comunidade, da cidade. O amor do general era doido.
Levou a mãe com ela, porque mais nada tinha pra levar.
Dez anos é muito tempo.
Voltou ao Rio. Um absurdo não poder vir à cidade.
Passou uma semana em casa de primos.
Ligou para amigas. Falou das saudades.
Perguntou do antigo namorado.
Ninguém sabia.
Há anos foi escorraçado da favela. Deve estar morto.
Não estava.
Três tiros e Pat morreu.
Antes de morrer, talvez tenha pensado: “Dez anos não é tanto tempo assim”.
terça-feira, abril 11, 2006
Releitura 1
Intencionalidade
Meu mozinho avisou:
– Tá ridículo, tênis e camiseta vermelha. Se enxerga, põe uma roupa mais sóbria.
– Sóbrio, eu... Qualé?
Os dois afro-brasileirinhos parece que também não gostaram do vermelho.
– Ô tio, o pessoal do 3º Comando não gosta de vermelho.
– E eu com isso? Tô cagando pro exército. A ditadura já acabou há muito tempo. Comunismo, vermelho, isso já foi.
– Tio, cê é folgado. A turma do 3º vai te tirar essa camisa pelo rabo.
– Não há mais espaço pro arbítrio. Sou cidadão em uma democracia. Vou onde quero, do jeito que quero. Os militares que cumpram suas obrigações.
Os moleques desistiram de mim, mas outros três baitolões que estavam perto, não. Me encheram de porrada e ameaçaram:
– Da próxima vez que aparecer de vermelho por aqui, morre.
Meu mozinho fazia os curativos e ouvia minhas lamúrias:
– Tudo secreta. Nenhum deles estava de uniforme. Tão caçando comunistas de novo.
Meu mozinho avisou:
– Tá ridículo, tênis e camiseta vermelha. Se enxerga, põe uma roupa mais sóbria.
– Sóbrio, eu... Qualé?
Os dois afro-brasileirinhos parece que também não gostaram do vermelho.
– Ô tio, o pessoal do 3º Comando não gosta de vermelho.
– E eu com isso? Tô cagando pro exército. A ditadura já acabou há muito tempo. Comunismo, vermelho, isso já foi.
– Tio, cê é folgado. A turma do 3º vai te tirar essa camisa pelo rabo.
– Não há mais espaço pro arbítrio. Sou cidadão em uma democracia. Vou onde quero, do jeito que quero. Os militares que cumpram suas obrigações.
Os moleques desistiram de mim, mas outros três baitolões que estavam perto, não. Me encheram de porrada e ameaçaram:
– Da próxima vez que aparecer de vermelho por aqui, morre.
Meu mozinho fazia os curativos e ouvia minhas lamúrias:
– Tudo secreta. Nenhum deles estava de uniforme. Tão caçando comunistas de novo.
sexta-feira, abril 07, 2006
A cura da insônia
A insônia é um mal global.
Cientistas buscam meios de acabar com ela. Encontram, no máximo, paliativos.
Milhões de pessoas gostariam de deitar-se para dormir... e dormir.
A cura da insônia, no entanto, está bem mais próxima do que se imaginava.
Elienai Castilho, médico pediatra, escreveu artigo para a prestigiosa revista Medicina Hoje, em que apresenta tese que vem sendo considerada revolucionária no meio acadêmico. O dr. Averald Ornnius, diretor da Clínica Morfeu, garante que a teoria de Castilho mudará todo o tratamento das doenças do sono.
“Sempre viajo de metrô e observo há muito tempo que nenhum passageiro ao se sentar nos bancos de cor laranja, destinados a idosos, gestantes e deficientes físicos, consegue ficar acordado. Há nesses bancos alguma substância, talvez mesmo a cor, que faz com que as pessoas quedem em sono profundo. Uma vez vi uma senhora idosa gritando no ouvido de um rapaz, pedindo que ele lhe cedesse o lugar. O rapaz, coitado, não conseguiu acordar, tão profundo era o sono em que estava. Creio, por isso, ser essa a solução para a insônia, pelo menos para uma parte do público interessado. Tenho observado que gestantes, idosos e deficientes físicos não dormem com tanta facilidade ao contato do banco de cor laranja. Mas descobrir a razão por que isso acontece é trabalho para pesquisadores mais gabaritados do que eu. Estamos muito perto da cura da insônia”, declarou o dr. Castilho
Cientistas buscam meios de acabar com ela. Encontram, no máximo, paliativos.
Milhões de pessoas gostariam de deitar-se para dormir... e dormir.
A cura da insônia, no entanto, está bem mais próxima do que se imaginava.
Elienai Castilho, médico pediatra, escreveu artigo para a prestigiosa revista Medicina Hoje, em que apresenta tese que vem sendo considerada revolucionária no meio acadêmico. O dr. Averald Ornnius, diretor da Clínica Morfeu, garante que a teoria de Castilho mudará todo o tratamento das doenças do sono.
“Sempre viajo de metrô e observo há muito tempo que nenhum passageiro ao se sentar nos bancos de cor laranja, destinados a idosos, gestantes e deficientes físicos, consegue ficar acordado. Há nesses bancos alguma substância, talvez mesmo a cor, que faz com que as pessoas quedem em sono profundo. Uma vez vi uma senhora idosa gritando no ouvido de um rapaz, pedindo que ele lhe cedesse o lugar. O rapaz, coitado, não conseguiu acordar, tão profundo era o sono em que estava. Creio, por isso, ser essa a solução para a insônia, pelo menos para uma parte do público interessado. Tenho observado que gestantes, idosos e deficientes físicos não dormem com tanta facilidade ao contato do banco de cor laranja. Mas descobrir a razão por que isso acontece é trabalho para pesquisadores mais gabaritados do que eu. Estamos muito perto da cura da insônia”, declarou o dr. Castilho
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